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sexta-feira, 25 de março de 2011

FILOSOFIA NO ENSINO FUNDAMENTAL

Três passos para a acessibilidade filosófica nas escolas.

 

Ricardo Valim1

Geralmente quando em sala de aula falamos de filosofia ou da personalidade de um filósofo a primeira imagem que vem a cabeça de um jovem é a de um homem todo descabelado e com umas idéias que mais parecem coisas de maluco do que outra coisa. Na verdade este é um mito – por assim dizer – de tradição oral e, que passa de geração em geração, pelos corredores de nossas escolas. E com isso a filosofia vai ganhando descrédito com os alunos que vêem nestas “idéias de malucos” um “passaporte para o fracasso”. Visto que não achamos por aí um filósofo dono de uma multinacional com uma renda de milhares de cifrões ao ano.
O primeiro passo a ser dado para reverter este processo é tornar a filosofia acessível às crianças. Ou seja, é o ato de trabalhar filosofia e conceitos filosóficos com as crianças na linguagem das crianças. É basicamente a modelagem de uma nova forma de transmissão de temas e teorias de filosofia para as crianças. É preciso salientar que esta nova forma de educar filosoficamente não pretende anular ou fragmentar, abolir as correntes filosóficas que perpassaram os séculos. Mas sim, sem abandonar a tradição filosófica, proporcionar aos alunos uma filosofia que eles possam entender e degustar com facilidade.
Um segundo passo seria deixar as crianças falarem o que sentem e como vêem a filosofia no seu entendimento. Deste modo elas se sentiram importantes dentro de uma discussão e com isso poder-se-á fazer correções e de modo sorrateiro elas aprenderam por si mesmas o valor de sua opinião e como se portar diante de um conflito de idéias. Segundo o filósofo e educador norte americano Matthew Lipman em sua obra “A Filosofia vai à Escola”, não existe melhor método do que o da discussão em sala de aula porque a “... discussão, por sua vez, aguça o raciocínio e as habilidades de investigação das crianças como nenhuma outra coisa pode fazer” (LIPMAN, 1990, pag. 41).
E por ultimo, mas não menos importante é o exemplo do professor na sala de aula. As crianças, como se sabe, têm o habito de imitar os adultos nos seus gestos, palavras e ações. É basicamente uma forma primitiva de ingressar no circulo cultural adulto. Um professor em sala de aula que expõe seus conteúdos de forma clara, objetiva e apaixonada, obviamente os alunos vão se interessar e buscarão aperfeiçoar aqueles conteúdos, por que foram “cativados”. Já o contrário também pode ocorrer. As crianças por natureza são apaixonadas pelo conhecimento e é preciso cultivar, fortalecer esta paixão que brota de sua humilde e terna sinceridade. Diz-nos Lipman, “as crianças só acharam a educação uma aventura irresistível se os professores também a acharem...”.
A educação filosófica deve ser vista e ensinada em nossas escolas não mais como um “passaporte para o fracasso”, mas sim com uma forma criativa de ler e interpretar a realidade e a partir desta leitura transformá-la em um lugar mais humano para se viver. E tudo isso deve começar com as crianças, pois são elas o futuro da humanidade mais esclarecida que queremos para o nosso futuro.

1 Bacharel em Filosofia pela Faculdade São Luiz de Brusque /SC e Pós Graduando em Metodologia do Ensino de Filosofia e Sociologia pelo Grupo Uniasselvi Assevim de Brusque/ SC
http://boletimodiad.blogspot.com/2011/03/tres-passos-para-acessibilidade.html
 

quarta-feira, 9 de março de 2011

FILOSOFIA CUBANA

Ganha filósofa cubana prêmio internacional de investigação

09 de marzo de 2011, 09:06Havana, 9 mar (Prensa Latina) A filósofa cubana Vilda Rodríguez ganhou o Prêmio Internacional de Investigação, em sua edição número 12, da Fundação Foro Jovellanos do Principado das Astúrias, divulgou hoje o jornal Juventud Rebelde.

Com esse resultado, a professora titular do Departamento de História da Faculdade de Ciências Sociais e Humanidades da Universidade de Camagüey converteu-se na segunda cubana e terceira latinoamericana em conseguir esse prêmio.
Este reconhecimento é um prêmio para a Educação Superior do país, pois brinda amplas oportunidades de superação e investigação aos profissionais, assinalou a galardoada.

Humanismo e Ilustração nas origens do pensamento cubano. Um enfoque desde a pesquisa no pensamento de Juan Luis Vives e Gregorio Mayans, é o nome do trabalho de Rodríguez, que tem o título de doutora.

Entre as contribuições da investigação destaca o ter posto de relevo a importância que o humanismo renascentista deixou nos ilustrados do século XVIII, tese pouco desenvolvida pelos acadêmicos contemporâneos, aponta o rotativo.

Rodríguez comentou que o trabalho, cujo prêmio inclui a publicação de umas mil instâncias, esclarece as origens do pensamento cubano a partir da pesquisa sobre este em seu momento fundacional.

A investigação é o resultado de uma década de estudo e de minha tese de Doutorado, na que acentuo para nosso contexto o valor que possuem Vives e Mayans, acrescentou.
http://www.prensalatina.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=270236&Itemid=1