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No Programa de Filosofia para
Crianças, criado pelo filósofo Mattew Lipman, estabeleceu-se uma prática de
investigação em comunidade como metodologia educacional baseado na teoria de
Vigotsk. Por esse motivo, esta técnica pode ser apreendida por todos os profissionais
da área de Educação.
Na Comunidade de Investigação
desenvolvem-se as habilidades e competências dos participantes do processo
dialógico.
O diálogo é o principal
instrumento provocado por situações criadas em sala de aula para instigar os
alunos à investigação filosófica.
Desta maneira, o diálogo vai além
da sala de aula, os alunos passam a questionar e discutir os assuntos com as
pessoas de seu convívio, porque aprendem a observar o mundo em que se vive para
formular conceitos próprios por autonomia. As crianças interagem com os pais,
com os demais membros da escola, com colegas, amigos, vizinhos, parentes e
qualquer pessoa que ela busque para interagir. Com isso, as habilidades do
pensamento, de leitura, oralidade, escrita e escuta ficam aguçadas.
É todo esse movimento que
denomina-se Comunidade de Investigação, pois os alunos em sala de aula
participam em comunidade e esta se estende aos âmbitos de suas vivencias
independente do lugar que é a escola.
Na Comunidade de Investigação as
crianças são instigadas, metodologicamente provocadas a pensar, a desenvolver o
pensamento crítico-criativo-cuidadoso.
Por conseguinte, a Comunidade de
Investigação envolve qualquer pessoa que esteja em relação com o movimento
intrigado de busca por novas descobertas.
Uma das principais
características da pessoa que investiga em comunidade é o uso da auto-correção:
nesta metodologia de ensino-aprendizado o conteúdo não é despejado nem dado
pronto ao educando, ele precisa buscar e elaborar conceitos por si mesmo;
então, torna-se comum cometer erros e os reconhecer percebendo que a
falibilidade também compõe a humanização.
Neste sentido, há uma ruptura
epistemológica com teorias da educação tradicional, o objetivo é edificar o
mega-paradigma pela busca da autonomia da pessoa.
Lecionar em comunidade de
investigação é muito trabalhoso porque o professor deve ter domínio do
pressuposto pedagógico para promover a ampliação cognitiva do conteúdo objetivo
e lúdico ao mesmo tempo.
E ainda, ter muita humildade para
lidar com várias circunstâncias, como ter sua aula confundida com brincadeira
de conversa após todo trabalho com jogo progressivo de palavras pensadas.
Assim sendo, alguns mal
entendidos aparecerão no momento da avaliação, as correções avaliativas também
fazem parte do desenvolvimento da aula e do processo ensino-aprendizado.
Ou seja, avaliar não significa
colocar os alunos à prova, trata-se de oportunizar a compreensão de outra
maneira - (trabalharemos a perspectiva da avaliação em nosso próximo texto, bem
como das habilidades e competências).
Portanto, a Comunidade de
Investigação forma uma rede de ideias compartilhadas por meio de diálogo
aplicado lógico-didaticamente em qualquer âmbito e esfera educacional.
FONTE:
http://www.filosofia.com.br/vi_criancas.php?id=6
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O blog de Filosofia para Crianças é um espaço democrático de interação entre alunos e professores que trabalham com o Programa de Lipman.
quinta-feira, 2 de junho de 2016
COMUNIDADE DE INVESTIGAÇÃO
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